Negros são expressiva minoria no
ensino de jovens e adultos em SC
De acordo com a pesquisadora da UFSC, Joana Célia dos Passos,
das 97.985 matrículas no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) em Santa Catarina,
somente 4.627 são negros, cerca de 4,7%. O percentual é considerado mínimo,
pois mais de 83 mil dos 312 mil catarinenses analfabetos são negros.
“Este é um indicador de que mesmo existindo a educação de jovens e adultos, esta modalidade também não está acessível aos negros”, observou Joana, que criticou o estado por não suprir a demanda, além de contribuir para prolongar as diferenças sociais e econômicas baseadas na cor da pele.
Segundo a pesquisadora, em Santa Catarina os brancos permanecem em média 8,4 anos na escola, enquanto os negros apenas sete. Ela declarou que “a luta antirracista precisa se espraiar”, e conclamou pais e alunos a verificar como está o IDEB da escola que atende a comunidade negra, para cobrar qualidade na educação e equidade entre os cidadãos.
Joana dos Passos questionou a capacidade de Santa Catarina de zerar o analfabetismo nos próximos anos. “Como a secretaria vai acabar a qualquer momento com 312 mil analfabetos, se sequer existe equipe permanente de professores?”, perguntou.
A pesquisadora participou na tarde desta sexta-feira (31) de debate sobre as políticas educacionais no estado, organizado pelo Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Santa Catarina, com o apoio do deputado Sandro Silva (PPS).
Os desafios do EJA
Para a pesquisadora da UFSC, o EJA precisa integrar de fato uma política de estado. Além disso, as matrículas precisam ser permanentes, com chamadas públicas através da mídia. Ela defendeu a superação da ideia de ensino complementar, a readequação dos currículos, a formação inicial e continuada dos professores e a intersetorialidade com a saúde, cultura e o mercado de trabalho.
As propostas da pesquisadora
Joana dos Passos ainda sugeriu a participação da comunidade negra na construção da agenda territorial do EJA no estado, o diálogo inter-fóruns e articulação dos EJAs com as instituições de ensino superior públicas, comunitárias e privadas. (Vitor Santos)
“Este é um indicador de que mesmo existindo a educação de jovens e adultos, esta modalidade também não está acessível aos negros”, observou Joana, que criticou o estado por não suprir a demanda, além de contribuir para prolongar as diferenças sociais e econômicas baseadas na cor da pele.
Segundo a pesquisadora, em Santa Catarina os brancos permanecem em média 8,4 anos na escola, enquanto os negros apenas sete. Ela declarou que “a luta antirracista precisa se espraiar”, e conclamou pais e alunos a verificar como está o IDEB da escola que atende a comunidade negra, para cobrar qualidade na educação e equidade entre os cidadãos.
Joana dos Passos questionou a capacidade de Santa Catarina de zerar o analfabetismo nos próximos anos. “Como a secretaria vai acabar a qualquer momento com 312 mil analfabetos, se sequer existe equipe permanente de professores?”, perguntou.
A pesquisadora participou na tarde desta sexta-feira (31) de debate sobre as políticas educacionais no estado, organizado pelo Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Santa Catarina, com o apoio do deputado Sandro Silva (PPS).
Os desafios do EJA
Para a pesquisadora da UFSC, o EJA precisa integrar de fato uma política de estado. Além disso, as matrículas precisam ser permanentes, com chamadas públicas através da mídia. Ela defendeu a superação da ideia de ensino complementar, a readequação dos currículos, a formação inicial e continuada dos professores e a intersetorialidade com a saúde, cultura e o mercado de trabalho.
As propostas da pesquisadora
Joana dos Passos ainda sugeriu a participação da comunidade negra na construção da agenda territorial do EJA no estado, o diálogo inter-fóruns e articulação dos EJAs com as instituições de ensino superior públicas, comunitárias e privadas. (Vitor Santos)
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